Adolfo

Foi um chapeleiro e estilista nascido em Havana, Cuba, como Adolfo Sardiña, por volta de 1933.

Em 1948, com a ajuda de sua tia Maria Lopez, mudou-se para Nova York, onde começou a trabalhar como aprendiz na loja de departamentos Bergdorf Goodman.

Em 1951 mudou-se para Paris e foi trabalhar no ateliê de chapéus do estilista Cristóbal Balenciaga.

Em seguida voltou para Nova York e para Bergdorf Goodman, agora como chapeleiro da empresa Emme e assinando suas obras como “Adolfo of Emme” (Adolfo da Emme, na tradução livre).

Na década de 1950 ficou famoso por seus modelos de chapéus que dispensavam arames ou enchimentos e utilizavam somente costura.

Ganhou um prêmio “Coty”(O Coty American Fashion Critics’ Awards, uma das premiações americanas de moda) em 1955 como jovem estilista.

Em 1962 criou sua marca própria.

Em 1963 criou duas marcas alternativas, a “Adolfo Réalités” e a “Adolfo II”, em ambas ele apenas trabalhava no design, com a fabricação terceirizada pela “Award Hat Company”. Ambas as marcas eram uma alternativa mais barata de seus produtos, especialmente a “Adolfo II”.

Pouco tempo depois de abrir suas marcas, Adolfo começou a fabricar roupas que combinavam com seus chapéus. Entre sua criações estão inclusos bonés de jérsei com viseiras, chapéus com óculos protetores removíveis e enormes boinas de pele.

Na década de 1960 lançou o “Panama Planter’s Hat” (algo como “O Chapéu Panamá do Plantador) feito de palha e adornado com uma fita ou tira de jérsei listrada; chapéus cossacos peludos feitos de veludo de lã ou pele e variações de Chapéu-Coco e Pillbox.

Foi no começo dos anos 1960 que Adolfo começou a ser patrocinado por mulheres da alta sociedade americana, como Gloria Vanderbilt.

Em desfiles de chapéus Adolfo vestia as manequins em vestimentas desenhadas por ele mesmo. As clientes ficaram muito impressionadas e exigiram que ele produzisse uma coleção prêt-á-porter.

Suas roupas tinham vestígio de figurino, como por exemplo: Um capote comprido de oficial, com dragonas e botões dourados; saias franzidas xadrez vichi; macacões de jersei; jumpers de organdi; blusas Gibson Girl e saias de Patchwork.

Na década de 1970 ele abandonou os elementos teatrais e começou a criar roupas mais clássicas, baseando suas coleções em clássicos tailleurs de malha e vestidos de alfaiataria, vestidos de crochê e silhuetas mais sóbrias.

Uma de suas peças mais famosas é um cardigan “lady-like” inspirado na Chanel, para quem ele também trabalhou brevemente no começo de sua carreira.

Algumas de suas clientes foram: A Duquesa de Windsor, Gloria Vanderbilt, Betsy Bloomingdale, Jackie Kennedy Onassis e Nancy Reagan.

Em 1993 Adolfo encerrou sua carreira de designer para concentrar seu trabalho em administrar suas marcas.

Adolfo era conhecido como um estilista que vestia mulheres conservadoras e da alta sociedade, como esposas de líderes americanos.

Confira:

A pasta do post no Pinterest: https://br.pinterest.com/amodaresumida/a/adolfo/

A versão em inglês do post: https://fashionsummedup.com/adolfo/

Bibliografia: Callan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da moda de 1840 à década de 90 / Georgina O’Hara Callan ; verbetes brasileiros Cynthia Garcia : tradução Glória Maria de Mello Carvalho, Maria Ignez França – São Paulo : Companhia das Letras, 2007.

http://www.fashionencyclopedia.com/A-Az/Adolfo.html

http://coutureallure.blogspot.com.br/2013/02/adolfo-hats-for-emme.html

http://coutureallure.blogspot.com.br/2013/02/adolfo-hats-1963-66.html

http://vintagefashionguild.org/label-resource/adolfo/

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