Armani, Giorgio

 

A carreira de Giorgio Armani teve início simples. O estilista começou a trabalhar com o prêt-à-porter aos 40 anos e hoje é um dos maiores nomes da moda mundial.

Giorgio Armani looks over designs in his studio, 1979.
Giorgio Armani analisando croquis em seu ateliê, 1979.

Seu estilo é inconfundível e é seguro dizer que a peça chave na sua trajetória foi a jaqueta, conhecida no Brasil como blazer, a qual ele reinventou diversas vezes. O estilista trouxe novas ideias e modernizou esse item essencial do guarda-roupa ao optar pelo uso de tecidos mais leves e por novas modelagens. Minimalista, sempre evitou o exagero, presando pela combinação de materiais e técnicas sofisticadas na execução de seus produtos.

A casa Armani foi a cara dos anos 1980, e vestiu desde celebridades até personagens icônicos da televisão e do cinema. Ela também faz parte do que é hoje o Império Armani, atuante na moda desde o prêt-à-porte, com a linha Emporio Armani, à alta costura, com a linha Armani Privé. Além disso, o Império Armani passou a atuar em outros segmentos do mundo do luxo, como o design de interiores e outros ramos da arquitetura.  

Giorgio Armani nasceu em 11 de Julho de 1934, na cidade de Piancenza, na Itália. Seus pais tiveram três filhos, Giorgio e seus irmãos Sergio e Rosana, sendo Sergio o mais velho, Giorgio o filho do meio e Rosana a caçula da família.

Sua infância foi marcada pela simplicidade. A sua mãe foi fonte de grande inspiração ao longo de sua carreira e certamente nos momentos que o levaram a definir o seu estilo. Ela, apesar das dificuldades financeiras, não só se vestia de maneira elegante, mas também transmitia seu estilo nas roupas que fazia para os filhos, as quais chamavam muita atenção pelo primor. Outra fonte de inspiração foi o cinema e suas estrelas.

Em sua juventude, a primeira escolha do estilista foi a de estudar medicina, mas após apenas dois anos de estudos, em 1953, ele entrou para o exército.

Giorgio Armani com uniforme do exército em 1955.

O primeiro contato com a moda veio em uma das férias do exército em que passou em Milão. Seu primeiro trabalho no ramo foi o de vitrinista de uma sofisticada loja de departamentos italiana chamada “La Rinascente”. Sua ascensão na loja foi rápida, ele logo passou a ser responsável por várias de suas seções, lidando com desde compras para o departamento masculino ao display das vitrines.

Em 1965, Armani chamou a atenção do estilista e empresário Nino Cerruti e então começou a trabalhar como designer de roupas masculinas da linha Hitman, da casa de moda Nino Cerruti. Seu talento artístico foi bem recebido e, durante sete anos, ele começou a aprimorar o que viria a se tornar parte do seu estilo próprio. Lá, ele se empenhou em trabalhar com cores frias e tecidos mais leves, também remodelou a jaqueta, mudando botões de lugar, estreitando os seus ombros, deixando-a menos estruturada, entre outras mudanças. Trabalhando para Cerruti, gerenciou a produção para que fosse a mais eficiente possível, sempre levando em consideração o máximo de economia no corte de tecidos e o quanto isso era refletido no preço final dos produtos. Ao remodelar aos poucos a tradicional jaqueta masculina, Armani fez com que a marca Nino Cerruti se rejuvenescesse. Seu trabalho era bem recebido e ele passou a fazer trabalhos de freelancer para mais ou menos dez fabricantes.

Na época, o “Made in Italy” estava em voga e as novas classes sociais começavam a entender que usar roupas de marcas renomadas era importante para mostrar êxito profissional. 

No fim da década de 1960, ele conheceu Sergio Galeotti, um jovem arquiteto que se tornaria um importante amigo e parceiro de trabalho.

Após alguns anos de amizade, Sergio Galeotti estava convencido de que Armani deveria ter sua marca própria, e passou dois anos tentando convencer o amigo a abrir o seu negócio, até que, finalmente, em 1973, Armani abriu sua agência de consultoria enquanto ainda trabalhava como freelancer para empresas como Gibò e Montedoro. O próximo passo foi conseguir entrar na lista dos últimos nomes a serem desfilados na temporada de moda italiana de 1973, realizada no Palazzo Pitti em Florença. No ano seguinte, ele apresentou sua primeira coleção masculina e, em 1975, sua primeira coleção feminina.

O sucesso foi grande e, em 1976, nasceu a empresa Giorgio Armani, a qual Armani criou com a ajuda do amigo e,  agora sócio Galeotti, responsável por estruturar a empresa enquanto Armani cuidava da direção artística.

Giorgio Armani e Sergio Galeotti no escritório de Milão em 1978.

E então a marca Giorgio Armani começou sua curva de ascendência, que a levaria a se tornar o império empresarial que é hoje.

Seguiu-se uma sucessão de criações de novas linhas, como as linhas de roupas de banho e de roupas íntimas, que agradaram ao público e foram um sucesso.

Em 1980, Armani desenvolveu o figurino de Richard Gere no filme “Gigolô Americano”. Esse trabalho não só chamou ainda mais atenção para a marca Armani, como marcou o início de uma parceria de longa data com o mundo do cinema. Atualmente, a casa Armani já desenvolveu o figurino de mais de cem filmes, como “Os Intocáveis” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. 

Além do cinema, a marca Armani também ficou conhecida pelo figurino de alguns programas de TV, entre eles o mais notável foi “Miami Vice”.

Seu envolvimento no mundo do audiovisual foi responsável por consolidar a casa de moda Armani como um grande sucesso mundial, tornando-se a cara dos anos 1980.

Os anos se passaram e, após a morte do seu sócio Galeotti, em 1985, o próprio Giorgio Armani passou a gerir a sua marca.

Hoje, a marca está presente em diversos ramos da moda, atuando desde o prêt-à-porter mais básico e acessível, com a Armani Exchange, ao ramo da alta costura, o qual começou a fazer parte em 2005.

O esporte sempre foi um assunto do qual Armani se interessou, e, por isso,  se envolveu com a confecção de uniformes, como o da equipe italiana nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016.

Além do ramo da moda, o império da marca Armani também está presente em outras áreas, como a arquitetura. A maison, hoje em dia, já assina o design de hotéis de luxo completamente estilizados.

Com elegância e sofisticação, Armani conseguiu montar e administrar um império polivalente sozinho. Até hoje, ele nega pedidos de compras por grupos de conglomerados de marcas.

Suas roupas continuam com toques de neoclassicismo e alfaiataria impecável, e Armani continua a provar que é um dos poucos que consegue se adaptar à diferentes tendências sem perder estilo e elegância.

A seguir uma sequência de slideshows e mosaicos com uma seleção de imagens de: Logos; Hoteis e Armani/Casa em Miami (Torre de apartamentos de luxo); Casa(pessoal) em Milão; Evolução da jaqueta masculina (fonte GQ.com); Vintage Armani; Emporio Armani; Armani Privé; Red Carpet.

Logos

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HOTEIS E APARTAMENTOS À VENDA

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APARTAMENTO PESSOAL EM MILAO

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EVOLUÇAO DA JAQUETA 
ARMANI VINTAGE

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EMPORIO ARMANI
Armani Privé
TAPETE VERMELHO

 

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

http://www.biography.com/people/giorgio-armani-9188652#synopsis

https://pt.wikipedia.org/wiki/Giorgio_Armani

https://en.wikipedia.org/wiki/Giorgio_Armani

http://www.vogue.co.uk/article/giorgio-armani-biography

http://www.thefamouspeople.com/profiles/giorgio-armani-3346.php

http://www.fashionencyclopedia.com/A-Az/Armani-Giorgio.html

https://fashion.mam-e.it/giorgio-armani/

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