Arruda, Vera

Vera Arruda foi uma estilista alagoana nascida em Maceió, em 1966.

Desde pequena, teve contato com o mundo da moda, fosse desenhando suas próprias roupas ou montando bijuterias para vender para suas amigas.

Além de ser uma artista nata, ela também foi uma mulher muito bonita. Aos 20 anos, foi eleita Miss Alagoas, o que fez com que ela viesse a ser uma das concorrentes do concurso Miss Brasil de 1986.

Por ser tão bonita, tinha a vantagem de poder usar o próprio corpo para desfilar e fotografar suas roupas.

Sua carreira de estilista, apesar de ter a proporcionado grande sucesso, não começou com facilidade. Arruda começou a trabalhar em uma época em que a moda brasileira tentava encaixar-se na moda internacional, que usava de conceitos como minimalismo, geometria e androgenia. Por vir do nordeste, região rica em cultura local, seu trabalho era completamente diferente do que se via na época, suas roupas eram coloridas, cheias de bordados, tricôs, crochês, franjas, jeans, lurex e etc.

A diferença entre o que era produzido na época e o que Vera produzia era tão grande, que ela chegou a ser acusada de fazer mal uso do folclore brasileiro. No entanto, tal resistência ao seu trabalho não durou muito, e, aos poucos, mais e mais brasileiras, famosas ou não, começaram a se interessar por suas roupas.

Ela também ajudou a propagar o estilo kitsch no Brasil. Além de trabalhar para sua marca própria, Vera chegou a fazer coleções para Rosa Chá e Ellus, assim como diversos figurinos para personalidades brasileiras.

Outro fator importante na carreira de Vera foi ela ter participado do Phytoervas Fashion Awards (que viria a se tornar a SPFW) em 1998. Sem patrocinador, ela bancou todos os custos do desenvolvimento de sua coleção, que esbanjava bordados e outras formas de artesanato. A despesa valeu a pena, e Vera chamou atenção de todos com seu desfile e, especialmente, com o seu vestido Brasil, feito de franjas de seda amarradas em filé com nós de tapeçaria formando a bandeira do Brasil.

Vestido Brasil

Logo em seguida, ela abriu o desfile da Semana Brasileira de Moda em Nova York com o vestido Brasil, que foi eleito a melhor peça do ano de 1998.

Além do desfile em Nova York, por causa do desfile da Phytoervas Fashion Awards, ela recebeu um convite para estudar no Studio Berçot, em Paris.

Seu trabalho ganhou destaque ao usar as cores do nordeste, os artesanatos brasileiros e até mesmo tecidos mais baratos, como a chita (que começou a ser usada em roupas por causa dela), para transformar as mulheres em rainhas.

Vera, infelizmente, veio a falecer em 2004 devido à um câncer no timo.

A marca de Vera Arruda ainda existe e é comandada por seu marido e sua irmã, que também é estilista.

Bibliografia: Allan, Georgina O’Hara; Enciclopédia da Moda: De 1840 À Década de 90: Companhia das Letras, 2010.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Vera_Arruda

https://culturaeviagem.wordpress.com/2015/10/18/vera-arruda-quem-foi-a-bela-e-talentosa-estilista-alagoana-e-como-e-o-charmoso-lugar-que-lhe-presta-homenagem-em-maceio/

http://www.agendaa.com.br/vida/gente/2166/2014/07/31/dez-anos-sem-vera-arruda-relembre-carreira-da-alagoana-que-mudou-a-moda-brasileira

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